Alguns carros que não caíram no gosto do consumidor.

O que pode levar um automóvel a não encontrar êxito no mercado? Seria o preço, design, as expectativas do consumidor, marketing?

Por uma ou outra razão inúmeros modelos de grande e de pequenas marcas, seja no mercado brasileiro ou em outros países, foram levados ao fracasso. Rejeitados pelo consumidor, ficaram longe das expectativas de vendas de seus fabricantes ou saíram de produção antes do que se pretendia. Casos de descuido no projeto ou de problemas técnicos, de estratégia comerciais ineficazes ou de preço inadequado.

Automóveis de marcas populares que tentaram alcançar altos segmentos, carros de marca de prestígio que buscaram se tornar populares. E muitos outros.

Vamos citar cinco veículos que foram rejeitados pelo mercado.

  • Audi A2: Aplicar a tecnologia da carroceria de a lumíneo, então já empregada pelo topo de linha A8, em um carro compacto era o objetivo da Audi ao apresentar o A2, em 1999. O hatch de 3,8 metros pesava pouco, a partir de 895 Kg, e esbanjava economia de combustível. Mas a sofisticação técnica implicou um preço acima do que o mercado pagaria por um carro de seu porte e em quase seis anos, 176 mil deles foram vendidos. O Mercedes-Bens classe A, em comparação superou um milhão em período pouco menor.
  • Chevrolet Tracker (Brasil): O utilitário esporte importado da Argentina, onde era feita pela Suzuki (não passava de um grande Vitara com o emblema da gravata) chegou em 2001 com um motor a diesel de baixo desempenho, que exigia 21 segundos para ir de 0 a 100 Km/h, além de ser um estranho nas concessionárias da GM. Não implacou em 2003, foram vendidos apenas 750 unidades. A importação foi suspensa no ano seguinte e retomada em 2007, dessa vez com motor a gasolina, as vendas melhoraram mas a empreitada acabou em dois anos.
  • Citroen XM: Desenho ousado, suspensão hidropneumática e uma eletrônica sofisticada pareciam a receita exata para mais um Citroen marcante. O XM vendeu bem por dois anos, começando em 1989, e depois permaneceu discreto no mercado até completar 11. As razões do insucesso passam pela escolha do formato hatchback (de poucos adeptos nessa categoria fora da França), problemas de qualidade e a inaptidão das concessionárias de vários países para sana-los. depois dele o Citroen ficou bons anos fora do segmento até que nascesse o C6.
  • De Loren DMC-12: O sonho de John DeLorean era fabricar seu esportivo, um carro com portas ao estilo “asas de gaivota” e carroceria de aço inoxidável. Lançado em 1981, o DMC-12 ficou famoso no cinema como máquina do tempo da trilogia De Volta para o Futuro, mas não teve êxito comercial, em parte pelo motor V6 de 2,8 litros e desempenho insuficiente. Parceiro no negócio, o governo do reino Unido mandou fechar a fábrica Irlandesa após um só ano de produção.
  • Fiat Oggi e Prêmio (Brasil): Vida bem curta teve o primeiro três-volumes da Fiat brasileira, o Oggi, lançado em 1983. Apesar do grande porta-malas, era derivado de um modelo já defasado (o 147), estava longe de agradar aos olhos e mantinha o péssimo câmbio da marca. Saiu de linha já em 1985. seu sucessor, o Prêmio, era lançado no mesmo ano com estilo mais harmonioso, mas também não emplacou, apesar de ter sido o carro mais vendido na Argentina.

O azar da Fiat com pequenos sedãs afetou até o Siena em sua primeira série, de 1997, mas com o tempo – e reestilizações bem feitas – ele se tornou um dos mais vendidos da classe.

Texto: Best Cars

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